domingo, 19 de julho de 2009

O mundo é um moinho.

Na minha prisão mente, tudo gira como roda gigante, agora estou no alto e o céu é tão azul, vejo o brilho forte do sol refletido no lago e tudo é tão colorido. Extremamente colorido. Que me cansa os olhos e me confunde as ideias ainda mais. Não posso descer, não posso parar e não consigo continuar.
Terra a vista. Queria estar embaixo, queria que meus pés tocassem o chão, pra poder agir e fazer o que deve ser feito, mas aqui do alto eu não posso. Estou impossibilitada de tomar qualquer atitude e por mais que eu grite as formiguinhasembaixo não me entendem, portanto continuam vivendo as suas vidas.
Estar no alto, confusa e longe da realidade do cotidiano me causa vertigem, deixar-se cair, largar o corpo no ar, perder os sentidos, é tão fácil e sedutor. O corpo não responde a razão, ou talvez a razão me diz que eu tenho razão em saltar, em abandonar o lago, o azul, o brilho, as cores. P&B. Simples assim.
Ou talvez a senhora razão, já tenha me abandonado a muito tempo, por isso cheguei tão alto. E se esta se foi, o juízo foi também. Razão e juízo. Realmente, faz um tempo que não nos encontramos.
Velhos conhecidos amigos em um chá informal. Seria bom. Quando a razão não comanda o corpo, nos descobrimos humanos. Demasiadamente humanos.


"Preste atenção, o mundo é um moinho.
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos.
Vai reduzir as ilusões a pó."




Gabi.

2 comentários:

  1. legal,

    o mundo é um moinho é uma música do cartola!

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