segunda-feira, 30 de maio de 2011

Projota!

Samurai

Projota

Cada inimigo seu vai te aplaudir de pé
Quando seu o escudo for o seu olhar e sua espada sua fé
Quando a sua meta for felicidade não vitória
Quem não se foca no presente não fica pra história
Irmão, você veio pra contar história ou pra escrever ?
Me diz, o quê realmente te faz feliz ?
Sei que nem todos lá no fim do túnel buscam luz
Fica difícil se a escuridão que te conduz
Já vi o oportunismo estar vestido de amizade
Nos aproveitadores da minha boa vontade
Mas me esquivei, risquei da vida os covardes
Porque quem vive entorno de mentira já está morto de verdade
Um só caminho é o bastante, suficiente
Num mundo louco onde maçã te oferece serpente
Já tentaram calar minha boca e calava
Mas só com o meu dedo do meio eu falei tudo que eu precisava

[Refrão ]

Quando cortaram os meus braços eu chutei
Quando cortaram minhas pernas eu dei cabeçada
Quando cortaram minha cabeça eu mordi na jugular
E não soltei por nada, não soltei por nada !
Quando cortaram os meus braços eu chutei
Quando cortaram minhas pernas eu lutei, como um samurai...

[Verso 2]

Sem sensionalismo, sem sentimentalismo
Ser pobre eu sou, mas querer ser é masoquismo
Não enalteço a riqueza ou a pobreza
Enalteço a luta por comida, vontade na mesa
De quem não teve escolha sobre a própria profissão
Se eu tive a minha me calar é omissão
Faço como as rabiola no fio
O vento tenta me levar mas permaneço onde o destino me conviu, ouviu ?
Um sonho se desfaz quando o olho se abre
Um ideal não se desfaz nem que a vida se acabe
Meu ideal já foi traçado
Não permitir que meu fracasso faça minha véia tomar banho gelado
Cada Amélia que dá a vida pela família
Ama algum João que merece bem mais que uma Brasilia
Agente se adaptou ao mundo feroz
Agora é hora de fazer com que o mundo se adapte a nós

[Refrão ]

Quando cortaram os meus braços eu chutei
Quando cortaram minhas pernas eu dei cabeçada
Quando cortaram minha cabeça eu mordi na jugular
E não soltei por nada, não soltei por nada !
Quando cortaram os meus braços eu chutei
Quando cortaram minhas pernas eu lutei, como um samurai...

E o que diria seu pai te vendo caído, irmão ?
Isso depende do motivo de se estar no chão
Alguns estão lá por nem saberem levantar
Meu rap é a mão que se estende pra te ajudar
Vem, sei que seu corpo ta cansado samurai
Vão derrubar seu corpo mas sua alma não cai
Eu sei que alguém acredita em você
Mas e você ? Acredita em você ?
Eu acredito em você !
Colegas eu tenho 20, amigos eu tenho 6
Que eu vejo sempre só 4, que eu posso contar, só 3
Quando eu cair, já era, poucos aí se comovem
Em alma eu vou estar, olhando, tirando a prova dos nove
Alguns vão falar ( volta ), e outros vão dar (adeus)
Se foi o tal de projota? ou ( ow Tiago morreu) ...
Mas hoje ainda estou vivo, não vão comer do meu pão
Só quero deixar bem claro, os verdadeiros eu sei quem são

[Refrão ]

Quando cortaram os meus braços eu chutei
Quando cortaram minhas pernas eu dei cabeçada
Quando cortaram minha cabeça eu mordi na jugular
E não soltei por nada, não soltei por nada !
Quando cortaram os meus braços eu chutei
Quando cortaram minhas pernas eu lutei, como um samurai...

Fui no show do Projota e do Rashid ontem, muito bom mesmo, a galera cantando a plenos pulmões e os caras emocionados lá encima do palco cantando junto, suando junto, na adrenalina das letras passando a sua verdade.Eu só conseguia pensar a cada frase: "pode crer!", porque tem gente que acha que Rap só fala de desigualdade, mas eu achei um outro lado desse conceito, o lado que o cara filosofa pra caralho nas suas rimas.Botei fé brother!

Foco, Força e Fé.


[Ana Hemb]

domingo, 3 de abril de 2011

Carta ao presidente.

Marcelo D2

O Brasil quer mudar, crescer, pacificar,
Com uma justiça social que tanto alguns tentam conquistar.
Se em algum momento algum político conseguiu despertar a esperança.
O final da historia é uma lambança.

Nosso povo constata que promessas não faltam,
E a corrupção continua alta.
Eu não venho por meio desta com protestos destrutivos.
Ao contrário, apesar de sofrimento injusto e desnecessário.

Colapso?
Não somos fãs de canalhas.
Terra para o povo e não me venha com migalhas.
Soberania pais, Da onde vêm essas idéias?
E o tal desenvolvimento econômico?
Pra mim, só miséria

Déficit habitacional.
É favela pra todo canto.
Me lembro de uma reforma agrária
Que assegurasse a paz no campo.

Quando você diz justo, vem de justiça, não é?
Como vamos manter a calma se a justiça é só para a ralé?
Como você disse:
Eu quero a verdade completa.
Como todos os brasileiros querem a verdade completa.

Que segurança que o governo tem a oferecer à sociedade brasileira?
Aí só pode estar de brincadeira.
Mas cá entre nós, na verdade, quer saber?
O que todo brasileiro quer é mudar pra valer.

Sentimento predominante entre as classes ainda é
Qual seria a diferença do Luiz pro José?

Eu sei,
Ninguém precisa te ensinar a importância do controle da inflação.
Mas o Brasil solidário não apareceu aqui ainda não.
Minha mãe sempre dizia que o exemplo vem de cima
E agora Silva, você tá em cima.

Uma vida sindical bonita, ao lado dos trabalhadores.
Nunca se esqueça! ao lado dos trabalhadores.
Parece que a economia é o mal da nação,
Mas ao meu ver, o mal tá na corrupção.

Não tem dinheiro pra educação, segurança,
Saúde então, nem se fala.
Enquanto isso neguinho tá carregando dinheiro na mala.
As cadeias estão cheias de pretos e nordestinos como nós.
Mas os verdadeiros criminosos são os que têm a voz.

Se você não sabia de nada,
Então não está fazendo teu trabalho direito.
Afinal de contas, você é o presidente eleito!

Volto a dizer:
O sacrifico continua dos mais necessitados
Que ainda andam esquecidos e colocados de lado.
O que nos move aqui
É a certeza que o Brasil é bem maior do que isso.
Quando precisar dos que querem o bem
Estamos aí, prontos pro serviço.

Desculpa se eu entendi algo errado.
Mas estas aqui são as minhas palavras,
Ou melhor, as palavras daqui de casa

Familia brasileira,
Honesta e trabalhadora.
Como quase todas:
Honesta e trabalhadora.

Sem mais delongas,
Não repare o sorriso amarelo,
Um abraço do ainda amigo.
Marcelo,
Rio de janeiro, 28 de fevereiro de 2006.


Acho perfeitamente válida a idéia.

[Ana Hemb]

sexta-feira, 18 de março de 2011

Projeto Paralelo.




Então, como devem ter percebido, há séculos que a Gabi não posta nada.
Me entristece saber que palavras tão sinceras e claras não passem pelo blog do Che, mas em seu projeto paralelo eu pude ver que o ideal do escritor ainda não morreu nela, e disso eu me orgulho.Quem quiser ver, eu indico, como sempre.


"burning cadence,

é um desabafo e um conforto."


Gabriela Schmidt




[Ana Hemb]



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Desabafo

Vida. Ordem cronológica de fatos. Resume-se em 3 acontecimentos chave: Nascer, crescer e morrer. Imprevisibilidade, a melhor palavra que define a vida.

Esse dia vai entrar para a história. 20 de janeiro de 2011. Dia da divulgação dos classificados no vestibular da UFSC. Dia em que conheci o céu, sentei nas nuvens e até tomei um chá com o anjo Gabriel para pedir-lhe uma ajudinha. Pena que minha visita foi curta, e que de um salto voltei à terra, acredito que ultrapassei o chão.

Acordei às 7h do dia 20, ia acompanhar minha avó ao médico. Estava tranqüila, a divulgação do resultado não abalava meus nervos, até achei estranho. Juro que senti falta do friozinho na barriga, ele dá mais emoção aos fatos, um pouco de adrenalina não faz mal a ninguém. Aquela neutralidade em que me encontrava não tinha graça.

Procurei manter o pensamento positivo, mentalizando meu nome na lista dos aprovados, como se a positividade naquele instante pudesse transportá-lo àquela sagrada listagem.

Orei antes de sair de casa e pedi a Deus que me iluminasse e que fosse feita a sua vontade em relação ao resultado. Mas com receio, logo me ratifiquei: melhor dizendo, me ajuda a passar, Senhor!

Sai de casa por volta das 8h e 30min., e retornei às 10h. Agora não tinha mais saída. O friozinho na barriga apareceu e logo se tornou “friozão”, a saliva começou a faltar, as mãos a suarem, eu olhando para o computador, o computador olhando para mim... cri...cri...cri.

Vamos acabar com isso de uma vez por todas. www.vestibular2011.ufsc.br. Resultado oficial (por curso)... e a saliva faltando... Jornalismo. Primeiro Período. Segundo Período. E eu? Esqueceram de mim II.

Resolvi conferir meu boletim de desempenho individual. Minhas notas foram bem melhores do que as do ano passado. Logo abaixo das notas, aparecia a posição em que me encontrava no curso. 63. A universidade disponibilizava 60 vagas para o curso de jornalismo. Apenas 3 vagas me distanciavam do meu sonho. Chorei. Chorei de emoção, pois a probabilidade de entrar na 2º chamada era grande. Liguei para minha mãe e compartilhei com ela o meu choro. Havia sentido a emoção que tanto almejei. Meu sonho estava a 3 passos de mim.

Como boa menina que sou, fui curtir minha alegria e também angústia limpando a casa. O dia correu bem, sem maiores transtornos, a não ser as gordurinhas dos armários da cozinha. Odeio limpar a cozinha.

Chovia muito e decidi ligar para minha mãe. Estava ainda no centro da cidade e me notificou que havia saído do emprego. Engoli seco. A música que cantarolava enquanto fazia a faxina, deixei de cantarolar. E estou lá, pensando na vida quando de repente: Tim. Deu-me um estalo. Parei o que estava fazendo e corri ao computador. Novamente entrei no site da UFSC. Agora fui conferir a relação candidato/ vaga.

Tum, tum. Algo estranho. Parecia que começava a descer das nuvens. Total de vagas: 60. Vagas para os candidatos não participantes das ações afirmativas: 42. Queda livre. Se pudesse me enterrava em um buraco naquele exato momento. Doeu. Doeu de mais. Eu enxergava 21 cabeças na minha frente, e eu tentando ultrapassá-las. Terrível.

Agora, as lágrimas que percorriam meu rosto eram de tristeza, sentia meu futuro na universidade correr por entre os dedos, e seria difícil segurá-lo. Liguei para o meu namorado a fim de desabafar. Tentei, depois disso, retornar ao meu eixo, mas a revelação não saia da minha cabeça.

Imprevisibilidade. A vida é um piscar de olhos. Agora estão abertos, em segundos podem se fechar. E de todos os acontecimentos temos de tirar lições. Depois de tudo isso, pensei: pelo menos já tenho assunto para minha primeira crônica. Escrever é uma das coisas que me consolam.

Patricia Stahl Gaglioti

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vem! Vem! Vem pra luta vem contra o aumento, vem!


Juntos

Aconteceu no dia 19/01, às 10h, outra manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público. O evento foi organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL), de Joinville. Conversamos com Hernandez, militante do MPL, para nos explicar um pouco do Movimento e de seus objetivos.



A manifestação do dia 19 reuniu cerca de 50 pessoas, segundo o blog Nozarcao. Mesmo em menor quantidade, é muito importante que os manifestos não deixem de ocorrer, que as insatisfações não se calem, e que por mais inacessível que possa parecer, estejamos próximos ao poder público, vigiando-o.

É notório que as pessoas se indignam com certas atitudes públicas que não condizem com o benefício à população, porém são poucos os que têm coragem de se pronunciar individualmente a respeito do assunto. Exemplo disso foi o megafone levado para a manifestação e aberto ao público para que se pronunciassem, e pouquíssimos o fizeram. Com exceção de dois integrantes do MPL, um menino, que deve ter menos de 10 anos, foi o que mais falou. Esperança para a futura geração.

Eu mesma estava presente e não me dispus a dizer o que o puder público merecia ouvir.

Por isso é tão importante que as pessoas se organizem e participem de movimentos, porque todos juntos temos mais força e coragem. Na população que bradava cânticos de protesto, não se distinguiam vozes, apenas se ouvia a voz da massa insatisfeita, unindo forças a plenos pulmões para garantir o direito de todos.

Temos, hoje, nas mãos a oportunidade para somarmos forças contra o aumento da tarifa de ônibus. Acontecerá, às 10h, o tuitaço nacional. Participem. Vamos juntos!

@otamanduavoador apóia essa idéia.


Patricia Stahl Gaglioti

"Tá na boca do povo"

O blog do Che foi às ruas questionar a população sobre o aumento da tarifa do ônibus. Abaixo estão algumas das respostas das pessoas entrevistadas no terminal de ônibus central e em suas proximidades. Com vocês, o respeitável público.

1) O que você acha do aumento da tarifa do ônibus?

Odair : Isso é uma palhaçada.

Cristian: Um abuso com as pessoas que trabalham e têm de tomar condução todo dia.

Denate: Péssimo.

Roberto: Está difícil assim. O prefeito prometeu que não subiria a passagem e não cumpriu. Eu não utilizo o transporte público, mas estou indignado pela população que utiliza.

Rafaela: O valor é muito alto.

2) Qual seria o valor justo da passagem de ônibus?

Odair: R$ 2,00, no máximo. Pela movimentação diária do terminal, o valor atual é caro.

Cristian: O valor tinha de ser a quantia que cabe em nosso bolso, uns R$ 2,00, no máximo.

Roberto: Em torno de R$ 2,00 tanto para passagem embarcada quanto antecipada.

Rafaela: Mais ou menos R$ 2,00.

3) Pior problema do transporte público de Joinville?

Odair: Lotação e preço.

Norberto: Lotação, preço e falta de horários.

Cristian: Lotação e o preço; acho que os horários ainda estão bons. O governo deveria tomar um certo controle do transporte, pois as atuais empresas estão monopolizando o sistema, e o poder público está tampando o rosto para esse problema.

Denate: Lotação.

Roberto: Olha, até que o transporte não está tão ruim, mas em certas regiões da cidade há falta de horários e também de veículos, como por exemplo, o Itinga e o Jardim Sofia.

Rafaela: Acho que a condição do transporte é boa.

4) Qual a solução para o transporte público?

Norberto: Deixá-lo mais barato e tirar a Gidion e a Transtusa do comando.

Denate: Abaixar a tarifa e aumentar a quantidade de ônibus em circulação.

Roberto: Abaixar a tarifa e aumentar a quantidade de ônibus.

5) Qual a sua avaliação para o governo do Carlito Merss?

Norberto: O governo do prefeito Carlito Merss está péssimo, decepcionante, ele traiu o povo.

Cristian: Está decepcionando a população.

Denate: Olha, se dependesse de nós, tirávamos ele do governo.

Roberto: Está complicado. Não ofereceu nenhuma melhoria para a cidade por enquanto. Pediu à população que fizessem suas calçadas, mas as ruas estão todas esburacadas.

Entrevistados:

Odair (Linha de produção);

Cristian (Encanador);

Norberto (Linha de produção);

Roberto (Preparador de máquinas);

Rafaela (Auxiliar de produção);

Denate.

Patricia Stahl Gaglioti