segunda-feira, 15 de março de 2010

Quando o Espírito Está Morto.

A verdade é subjetiva.É parte de um processo de dar significado as coisas.Este processo começa com os sentidos, que são os meios pelos quais conhecemos a realidade concreta, mas é o pensamento que cria as regras sob as quais conduziremos nossas vidas.E assim como o homem dá sentido as coisas, segundo seus interesses, é ele quem contrói a si próprio.O ser humano enquanto ser social é uma criação histórica, uma criação dos pensamento e vontade do próprio homem.Através do pensamento nós determinamos a função das coisas e de nós mesmos.
Se temos este poder de dar sentido às coisas e a nós mesmo; se este, aliás, é o único modo de algo possuir valor e significado, o que fazemos quando nos negamos a pensar por nós mesmos é dar aos outros o poder de fazer isto, de pensar no nosso lugar e dar sentido às nossas vidas.A partir do momento que temos consciência de que a verdade não é absoluta, de que tudo é criado através de nossas ações, acontece uma libertação.Mas isto só será completo quando tomarmos o papel de pensadores, arquitetos e construtores do mundo em que vivemos.
Sem dúvida o mais fácil é aceitar uma interpretação do mundo pré-fabricada.A maioria delas carrega uma série de certezas cegas e pouquíssimos conflitos, quase na mesma medida da falta de argumentação e respostas.As religiões, de forma geral, são um grande exemplo de verdades cegas.Mas toda e qualquer estrutura social pode funcionar igualmente baseado no questionamento, na assimilação e não na busca, na exclusão daqueles que não aceitam seus métodos e seus valores.
É comum que as pessoas se dividam em grupos por afinidades e valores, porém, é preciso que todos sejam livres para pensar as coisas de formas diferentes e criar suas próprias visões.

Colligere.



Faço das palavras deles as minhas próprias.Cada vez mais que eu leio me identifico com os pensamentos e questionamentos.

[Ana Hemb]

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Eu te provoco com metáforas de açúcar.


Daqui você sai diferente do que era quando entrou.Eu quero te provocar, intelectualmente. Quero que você suba ao palco da Vida agora mesmo. Por isso é que nas cadeiras poéticas do meu teatro eu coloco um monte de pregos instigantes e palavras que te ferem... Eu te provoco com metáforas de açúcar. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com flores e estrelas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude. Quero que você viva. Quero que você dance no arco-íris de um violino que se chama Liberdade.

Edson Marques.




[Ana Hemb]

Amor sem medidas.

"Ansiedade, raiva, medo, esperança, alegria, emoção, fé!"


[equipe che - mega feliz e emocianda pelo JEC]




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

"mas seria a doutrina constante do aperfeiçoamento"



Eu seria hipócrita se me auto afirmasse como anarquista convicta, como diz a Gabi, "apesar de conviver numa sociedade onde reina o capitalismo, eu não concordo com ele, então me diria no mínimo anti-capitalismo".
Imagino que como eu todos nós acreditamos em algo maior e melhor pra humanidade, e talvez isso não seja alcançado através do capitalismo, que em suma traz muitos problemas.
Então, por mais utópico que possa ser, é algo bom de se acreditar e idealizar, pena não ser prático.
É muito delicada essa idéia capitalista e das pessoas que se dizem anarquistas, que por exemplo, muitas delas apenas concordam com os ideais e não tiram a bunda do lugar para colocar algo em prática, são as vezes até contraditórias.Embora outros não apenas se dizem anarquistas, ou ainda pessoas que apenas preferem os ideais anarquistas, socialistas ou comunistas do que concordar o triste capitalismo, mas não tem o suficiente para radicalizar.Então, expressam suas idéias e fazem o que podem, porque apesar de muitos (inclusive eu) não concordarem, o mundo ainda é injusto, e de quem tem mais poder aquisitivo.Embora acredita-se que de pouco em pouco, se vai mudando as coisas, nem sempre as pessoas querem mudar, o que não é nada bom.Mudança, faz bem.Mas tem gente que tem o raciocínio estreito.

"tem gente que está do mesmo lado que você 
mas deveria estar do lado de lá 
tem gente que machuca os outros 
tem gente que não sabe amar 
tem gente enganando a gente 
veja a nossa vida como está 
mas eu sei que um dia a gente aprende" 
Mais uma vez - Legião Urbana


[Ana Hemb.]

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Questione, sempre.

E Shakespeare já dizia em Rei Lear que, "Nascidos, nós choramos por chegar a este palco de tolos".Em sua época é capaz de nem ter feito tanto sentido, até hoje tem gente que lê essa frase e não acha nada demais.Pois eu digo que dessa pequena frase, que pra mim faz todo o sentido, pode ser resumida no título que você vê aí acima.Pois mau temos consciencia de nós mesmos e de como o mundo está degradando-se cada vez mais rápido por nossa culpa, que ficamos pasmos de ver como tem gente que mau se importa com o que acontece, reclama do calor ou dos desastres naturais, quase sem se dar conta que o carro usado todo dia contribui e muito, fora todo o resto.
Tem quem zombe de vegetarianos, vegans, ecologistas, etc. Quando na verdade deveriam tomar como exemplo de uma vida mais saudável não só para nós mas para todo do ecossistema em que vivemos.
Questionar nem sempre é agradável, pois as vezes a resposta não é a esperada.Porém ficar na ignorância é pior ainda, somos tolos em pensar que a nossa "pequena" atitude de não jogar lixo chão, ou não comer carne não vá mudar nada, ou não fumar.Claro não vai acabar com a indústria da carne e de tabaco que são fortíssimas, nem parar com as enchentes causadas pelo intupimento dos bueiros nas ruas, mas ter a consciencia de que seus atos não afetam apenas a você já é um grande passo.

[Ana Hemb]

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CHANGE.


Mude
Mas comece d e v a g a r,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra new por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Desperte!

Eu nunca fui de seguir o velho ritual de ano novo : roupas brancas, pular ondinhas, lentilha..."pra quê se no dia seguinte estará tudo a mesma coisa, no mesmo lugar?" Em 2009, porém, aconteceram tantas coisas das quais mecheram comigo que percebi que tudo irá sim estar do mesmo jeito, estarão sim no mesmo lugar, mas de que não se trata disso toda a festa. Eu não dava muita bola pra isso mas o ano novo é exatamente o que réveiller, ou reveillon significa : despertar. Comemoramos a idéia de um recomeço (e quem não gostaria de um ?), de "uma nova chance", afinal não foram os nossos corpos encontrados nos acidentes ou desastres naturais..e seja lá o que tenha acontecido -os tropeços, os erros, as brigas - o ano novo vem para nos revitalizar e refletirmos sobre o ano que passou. O mês de janeiro, deriva do nome de Jano (o deus dos portões), que tinha duas faces - uma voltada para frente e outra para trás. Que sejamos como ele, com o olhar para ambos os lado, passado e futuro, sem é claro, deixar de viver o presente.
Que 2010 venha repleto de descobertas, alegrias e sonhos!!

Não me vesti de branco, estive longe da praia e não gosto de lentilha..mas fiz um monte de pedidos :)
feliz 2010.

Dani